sexta-feira, 21 de julho de 2017

Mini Panquecas de Aveia e Coco

O meu Alexandre anda a passar por uma fase menos boa para comer. Temos 14 meses e já há algumas semanas que a anorexia fisiológica do 2º ano de vida se tem manifestado com força.

Apesar de já termos passado por isso com o A. mais velho, notamos uma maior diferença agora com o mais novo que antes comia tudo e tão bem e agora... haja paciência.

Para quem desconhece o tema, basicamente diz respeito à diminuição do apetite que regra geral sucede a todas as crianças, depois dos 12 meses de vida. Podem ler mais sobre o assunto aqui e aqui.

Para além desta fase, o Alex que sempre comeu bem, agora fartou-se da comida de bebé, tudo o que for passado e dado à colher ele inclina a cabeça e mete a mão na boca. Assunto arrumado.

Está cada vez mais avido da nossa comida, com textura, que exija mastigar e sempre comida pelas mãos dele. Não me posso queixar, são atributos óptimos.

Posto isto, desisti de abrir iogurtes para o lanche dele, em que come 2 colheradas (que demoro uns 30 minutos a dar) e comecei a dedicar-me a alternativas. Panquecas e fruta por exemplo.
Assim, lá saíram estas mini panquecas maravilhosas!!


Ingredientes:

  • 100 gr flocos de aveia
  • 30 gr coco ralado
  • 1 ovo
  • 250 ml bebida vegetal (usei de aveia)
  • 1 colher de sopa de óleo de coco

Preparação:

Comecei por triturar os flocos de aveia até ficarem em farinha, cerca de 20 segundos na velocidade 9.
Depois adiciona-se os restantes ingredientes, 10 segundos na velocidade 6, e a massa está pronta.

Numa frigideira anti-aderente, coloquei um fio de óleo de coco e fiz mini panquecas. 
Optei por fazer em tamanho pequeno para facilitar a vida aos filhotes.
Para terem todas, mais ou menos, a mesma dimensão, usei uma colher (daquelas para retirar bolas de gelado), e consegui fazer 4 mini panquecas de cada vez.

Pronto, ambos gostaram e comeram, algo me diz que vou começar a fazer coisas do género com muito mais frequência... e a possibilidade de variações é infinita! 😀😀


Exemplo de 1 lanche: 2 mini panquecas + pêra em palitos

terça-feira, 18 de julho de 2017

Bolo de Banana e Alfarroba

Tenho andado entretida /mergulhada/ completamente dedicada aos filhos e (ao pouco) que consigo fazer por casa, e os dias têm se passado. E já estamos a meio de Julho. Como é possível ???

Já por aqui mencionei que a velocidade do tempo me assusta, mas isso será assunto para outro artigo, assim, hoje venho partilhar um bolo super fácil de fazer, que parece um autêntico bolo de chocolate, mas que não leva chocolate! 😝


Estou cada vez mais fã de usar bananas maduras por forma a adoçar um bolo, tal como já tinha partilhado neste bolo. E continuo a substituir determinados ingredientes de modo a tornar as receitas menos calóricas.

Aqui vamos 😀😀

Ingredientes:

  • 4 bananas bem maduras
  • 4 ovos
  • 2 colheres de sopa de óleo de coco
  • 200 gr farinha integral
  • 30 gr farinha de alfarroba
  • 2 colheres de sopa açúcar de cana não refinado*
  • 4 colheres de sopa iogurte grego magro
  • 1 colher sopa fermento em pó
  • chocolate negro para polvilhar (opcional)

* Em relação ao açúcar de cana não refinado, é um produto novo que a minha querida tia me trouxe de Espanha, não sei se se comercializa no nosso país. Estava cheia de vontade de o experimentar, é açúcar é verdade, mas parece-me ser uma opção menos má. Poderá ser substituído por açúcar mascavado ou amarelo, ou até mesmo não utilizar qualquer tipo de açúcar. 


Preparação:

Os meus bolos primam pela simplicidade.
Colocar no copo da Bimby, os ovos, as bananas, o óleo de coco, o açúcar e o iogurte. Programar 20 segundos na velocidade 5 e ir aumentando até à 7, para garantir que tudo fica homogéneo.
Adicionar os restantes ingredientes (farinhas e fermento) e programar mais 20 segundos na velocidade 6.

Para dar um toque especial, coloquei chocolate negro ralado no fundo da forma e só depois a massa. Todos os que viram, acreditaram piamente ser um fantástico bolo de chocolate. 
Levar ao forno pré-aquecido nos 180º, durante cerca de 40 minutos.
Fica mesmo muito bom!

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Profissão: Mãe

Desde Março de 2016 que estou em casa - entre baixa, licença de maternidade e por fim, desemprego / ser mãe a tempo inteiro.

Quis o destino que assim fosse, e tem sido um desafio daqueles. 
No entanto, com a entrada em Setembro do A. mais velho no pré-escolar, os meus dias têm sido mais preenchidos (vá totalmente) pelo mais novo, que precisamente por ser mais pequeno carece de muito mais atenção e acompanhamento.

Mas a escolinha acabou, deixou saudades e o meu mais velho cresceu imenso, para quem tem dúvidas aconselho muito o ensino pré-escolar público, evoluiu imenso e tivemos bastante sorte com a educadora e auxiliar. 
Isto para dizer que esta semana estou oficialmente em casa com os dois, aguenta coração! 😀😀

É puxar pela imaginação e tentar arranjar maneira de os entreter, brincar com fartura e ter muitaaaaa paciência. Salientar que o mais velho tem 4 anos e meio e brincar é a palavra de ordem, adormece a lamentar-se que não pode brincar mais, acorda excitado que tem de ir brincar. O mais novo, do alto dos seus 14 meses, quase que anda sozinho mas ainda não tem confiança pelo que pede uma mão e nós ajudamos, e entretanto percebeu que gatinhar também é altamente interessante.

E eu, tento ao máximo fazer render o tempo, porque entre tratar deles - entenda-se, vesti-los, fazer higiene, alimentá-los (são no mínimo 4 refeições por dia e há que prepará-las também), lá consigo colocar uma máquina de lavar roupa hoje, e engomar no dia seguinte. 

Engana-se redondamente quem pensa que estar em casa é uma grande sorte porque se tem tempo para fazer tudo e consegue-se ter todos os assuntos em ordem.
Nada disso, quando se esta em casa com 2 crianças pequenas o máximo que conseguem é brincar, e brincar e desarrumar, porque afinal temos de montar uma espécie de nave no centro da sala.

E até posso ter as coisas fora do sítio e as limpezas em falta (tenho de certeza), mas a sorte maior é tê-los comigo todos os dias, bem juntinhos a mim. Conhecer as manhas de um e de outro, e vê-los agarrados e a querer brincar juntos. Isso é a maior sorte do mundo, ser uma mãe presente.

terça-feira, 4 de julho de 2017

De Coração Cheio

Estou de coração cheio e não há melhor sentimento que este.

E estar de coração cheio é olhar para os meus filhos e sentir um orgulho sem explicação, um amor totalmente imensurável e querer abraça-los até perder forças, e dar-lhes beijinhos até não poder mais.

É ter tido dias realmente bons e ter a certeza que por muitos dias menos bons que já passámos e outros tantos que ainda virão, tudo vale a pena só de os ver tão alegres e felizes da vida.

Ter o coração aos pulos é ir a um casamento ao Sábado e toda eu inchar com o desempenho do meu A. mais velho, qual menino das alianças mais lindo e bem comportado. É parecer um pavão ao vê-los tão bem vestidos, de camisa e lacinho e pensar que saíram de mim, que em certa parte são meus.
É querer enchê-los ainda mais de beijinhos.

Sentir o coração vibrar é ir ao Festival do Panda ao Domingo, e notar que, embora cansados, o entusiasmo / alegria / felicidade era contagiante, e que por eles vale tudo. Faríamos tudo de novo e desculpamos todas as noites mal dormidas ou todas as birras estridentes.

Notar que o coração vai rebentar-me o peito a qualquer instante, é hoje ir à reunião de final de ano do mais velho, que concluí o seu primeiro ano lectivo - primeiro ano de pré-primária, e chegar a casa cheia de trabalhos, diplomas, fotografias e artes manuais e, apesar de toscos para a vista alheia, ter vontade de emoldurar tudo e gritar: foi o meu filho que fez!!!!!

Ser mãe é isto tudo e muito mais, é tirar o coração cá para fora tantas e tantas vezes, e estes últimos dias suspirei pelos meus filhos, que vislumbrar a felicidade deles é, indiscutivelmente, a minha felicidade.

Dossier de trabalhos realizados durante o ano lectivo. Pré-Primária 

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Põe-te a Mexer – Estás Viva! – Resultados

As 4 semanas passaram a voar, o desafio foi realizado e superado, e eu estou feliz.

Houveram dias menos bons, dias que exigiram um certo jogo de cintura, dias que foram salvos por uma organização muito detalhada, mas consegui treinar o mês de Junho, e levar os meus filhos comigo.

À Joana Videira, aqui fica o meu profundo agradecimento por tanta dedicação e empenho. Comigo e com os meus filhos. Nota-se a naturalidade com que trabalha, a paixão que tem pela profissão e isso fazem dela uma excelente profissional.

Em relação a mim, aos resultados, o que posso eu dizer: só me fez bem, muito bem!!!!! Sair de casa com o único propósito de ir fazer uma tarefa em prole do meu bem-estar, não é para os filhos, não é para casa, é para M-I-M!
Aliviar o stress e a tensão de passar 24horas com os filhos, esquecer as tarefas domésticas, estar apenas concentrada no exercício, na contagem dos movimentos.



Psicologicamente, recomendo se puderem, como tenho feito em todos os posts, mexam-se!!!! A vossa saúde, física e mental, agradecem. Ficam mais leves, com as ideias mais soltas, mais bem dispostos, animados com a vida.

Fisicamente, voltam a sentir partes do corpo que já se tinham esquecido, dores musculares de ter pernas para trabalhar, barrigas para definir e percebem facilmente a baixa forma em que estão, há que dar a volta à situação. Mexer, exercitar, ginasticar!

Falando de resultados mais concretos, para aliviar a curiosidade, perdi pouco peso mas era expectável, afinal foram anos parada, 2 vezes grávida num espaço de 4 anos, ainda amamento, consequentemente tomo a pílula da amamentação, e a cereja no topo do bolo é os problemas na tiróide (hipo). O peso, apesar de relevante, não era o mais importante, e convínhamos que foi apenas um mês de treino.

O peso são apenas números, o que interessa é o nosso bem-estar, é sentirmos-nos bem connosco próprios e querermos trabalhar para sermos mais activos, mais saudáveis. Os números virão por acréscimo. 

A Joana disse-me num dos treinos uma frase chave: "Se te sentes melhor, o meu trabalho já está a ser compensado".

Posso ter perdido pouco peso, mas ganhei anos de vida!!!

Joana Videira

Recordo que a Joana é Licenciada em Educação Física, Mestre em Ensino da Educação Física e pós-graduada com Personal Trainer.

E-mail: joana2videira@gmail.com

Contacto: 937 665 646

Joaninha, obrigada por tudo! Nunca mudes! Adorei a experiência e tenho a certeza que os meus filhos também, principalmente o mais velho.

Pus-me a mexer, estou viva!!!! Agora não me param!!!


Esta é a minha cara depois do treino, cansada, suada, mas leve e feliz!

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Papas de Compra [sem adição de açúcar]


Temos sempre, S-E-M-P-R-E, espaço para melhorar e isto pode ser aplicado em tudo na nossa vida, inclusive nas papas que compramos para os nossos filhos.

O ideal é confeccionar as papas em casa, aveia, millet, quinoa, farinha de arroz, o que mais gostarem. Sai sempre mais barato e é mega saudável, mas nem sempre a disponibilidade está a nosso favor e temos de recorrer ao embalado.

No entanto, dentro do mundo das papas de compra, existe uma variedade de marcas e sabores que por vezes podem levar à confusão, ou então a comprarmos mais do mesmo porque desconhecemos as outras embalagens, ou porque simplesmente não são tão comerciais, não têm anúncios de publicidade a passar no preciso momento em que olho para o televisor.

Não estou com isto a tentar denegrir qualquer marca, com o meu A. mais velho, como não estava tão debruçada sobre o tema da alimentação, comprei o que na altura me pareceu adequado, apesar de não ser um crime agora que leio a listagem de ingredientes e a tabela nutricional sei que não é de todo o mais acertado.

Assim, hoje falo-vos das papas que tenho em casa e que o meu mais novo come, quando eu não consigo fazê-las: Holle e Babybio.

A marca Holle é comercializada em vários sítios, eu compro sempre na Well's e costumo aproveitar os cupões de 10% e compro logo 2 embalagens, duram imenso tempo. Estas papas são biológicas, sem adição de açúcar e existem lácteas e não lácteas.
Cada embalagem ronda os 4,80€ (são ligeiramente mais caras mas acho que vale bem a pena), e existem vários sabores.


Temos:

  • Papa de Muesli (com banana e framboesa)
  • Papa de Espelta (de longe a preferida do Alexandre)
  • Papa de Banana com Semolina
  • Papa de Milho e Tapioca
Estas papas têm uma característica comum - não têm um sabor extraordinário, é fácil perceber, não levam qualquer tipo de açúcar, só os naturalmente presentes. O que costumo fazer, em todas, é adicionar fruta.
Para o meu Alex a melhor é a papa de espelta (tem um sabor muito neutro) com uma pêra ralada, o leite et voila... temos um lanche ou pequeno-almoço em menos de nada.

Mais recentemente descobri a Baby Bio, nem sempre é fácil de encontrar, eu até consegui no Continente mas esgota com muita facilidade. Para além de ter mais sabor, comprei a variedade banana, laranja, pêra, o que me despertou mais interesse ainda foi a presença da quinoa!!! Nos dias que o A. mais novo come desta papa a barriguinha trabalha que é uma maravilha!


Para quem nunca experimentou/ comprou/ desconhecia a existência, tentem a sorte. É uma alternativa muito mais saudável!

domingo, 25 de junho de 2017

Põe-te a Mexer – Estás Viva! – Semana 4

Esta semana foi sui generis e apenas consegui treinar uma vez.
Tive dias totalmente atípicos e recordo que levo os meus filhos para o treino – só isso já é um desafio.

A verdade é que tentei treinar duas vezes, mas no segundo treino, os meus filhos - principalmente o mais novo, dominaram por completo a hora.
Porque quer andar, porque tem sono, porque estar sentado no carrinho já se tornou uma verdadeira seca, ou então parece que o carrinho ganhou picos.

Eu fui, à hora marcada lá estava, equipada e pronta, mais os meus dois meninos lindos. Mas o treino não aconteceu. Não estava destinado a acontecer, e desta vez os filhos prevaleceram.

Quando se tem filhos aprende-se a relativizar, se conseguirmos óptimo, excelente! Agradeço em todos os outros treinos que consegui, e eles se portarem bem. Mas eles também têm os seus momentos, os seus dias menos bons ou mais birrentos, e nós, mães-que-tentamos-fazer-qualquer-coisa-sempre-com-filhos-atrás, temos de perceber que às vezes apenas não conseguimos.

E não vale a pena travar uma batalha que sabemos à partida que está perdida, amanhã é um novo dia.

O único dia que consegui treinar, com o meu mais velho sempre comigo, que orgulho!
As semanas de treino estão em contagem decrescente, e independentemente do resultado final, sei que já ganhei. Que voltei a mexer-me, que acordei a adrenalina de treinar que estava mais que adormecida, que fui capaz. Agora é continuar.

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